Quarta-feira, 5 de Maio de 2010

Está tudo esclarecido…

O aparato que tapou por completo a frontaria do Convento da Conceição, que condicionou o acesso ao Museu Regional e se apoderou da estátua da Rainha D. Leonor, destina-se a uma iniciativa privada do Banco Millenium.

A imponente estrutura receberá o faustoso banquete que o banco de Armando Vara e outros quejandos oferecem aos seus clientes.

Quem já se congratulou com a iniciativa, foi naturalmente, a nossa autarquia que num ridículo comunicado refere que "fruto de uma maior projecção de Beja no panorama nacional e das adequadas condições de infra-estruturas de acolhimento" Beja pode receber este tipo de eventos.

Vamos por partes:

 

Se Beja tem hoje "adequadas condições de infra-estruturas" como diz o comunicado, porquê a necessidade de montar uma tenda, e logo naquele local?

 

Que condições é que Beja tem hoje que não tinha no passado recente?

 

Que direito tem uma instituição privada de se "apoderar" de um espaço público e de um monumento, mesmo que tenha pago uns míseros euros pela ocupação do terrado, e que conivência teve a Câmara de Beja na escolha do local?

 

Sobre o propalado facto de isto ser bom para Beja, não concordo:

Toda a infra-estrutura e toda a logística foram adquiridas a empresas de fora, ou seja para a economia local aquilo é zero.

Sobre a importância do evento para Beja, o que vai passar é que, enquanto as empresas e as famílias desesperam com a crise, os bancos dão-se ao luxo de esbanjar milhares de euros em faustosas festas.

 

Logo à noite quando, Banqueiros, Finança, Empresários, Políticos e naturalmente os seus convidados se sentarem, nas certamente luxuosas mesas do jantar, sobre o olhar misericordioso da nossa Rainha D. Leonor, esta dará certamente muitas voltas no seu real túmulo, logo ela que sempre se preocupou com os mais desfavorecidos, que fundou em Portugal as Misericórdias e se desprendeu das mordomias da corte, vê  agora a sua imagem associada aos que se especializaram precisamente em práticas pouco condicentes com a vida e obra da soberana .

publicado por bejahoje às 10:00
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Terça-feira, 4 de Maio de 2010

Figueira Mestre – Homenagem em vida vs Homenagem póstuma

  

                                                                                                       

Joaquim Figueira Mestre foi ontem, a título póstumo, homenageado pela Assembleia Municipal de Beja, que ratificou a atribuição pela CM Beja da Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro e cumpriu em sua memória um minuto de silêncio.

Embora aprovada por unanimidade, foi notório o engulho e as declarações lacónicas sobre o homenageado, bem como o habitual lugar-comum de que “já não era sem tempo”.

 

Para quem conheceu o Figueira Mestre, sabe que a grande homenagem lhe foi prestada em vida, por todos aqueles que o acompanharam no sonho de transformar uma velha biblioteca, numa das mais estimulantes bibliotecas deste país.

Essa foi sem dúvida, para benefício comum, a grande homenagem prestada pelos vários executivos municipais, pela sua equipa, pelos escritores, leitores e pelos milhares de utilizadores daquele espaço.

 

Sabemos que, para ele, nem sempre foi fácil, que muitas vezes teve no interior da estrutura municipal “forças de bloqueio” como o então Director Departamento Jorge Pulido Valente, que sempre lidou mal com o sucesso do projecto.

A todos, o Figueira Mestre, sempre respondeu com trabalho, mais trabalho, ideias, projectos, mais ideias e mais projectos e com o seu maior trunfo, uma equipa dedicada, empenhada, comprometida com um projecto que ainda hoje tem lugar de relevo na cultura da região.

Assim saibam continuá-lo…

publicado por bejahoje às 14:14
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Alguém sabe…

a que se destina tamanho aparato que ocupou totalmente o largo do Museu ,“aprisionou” a nossa Rainha D. Leonor, tapou totalmente a frontaria do Convento da Conceição e transformou num labirinto a entrada no Museu ?

publicado por bejahoje às 13:23
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Os sacrifícios e as desigualdades sociais

É por mais conhecido que as politicas desenvolvidas pelo PS, mas também pelo PSD, têm contribuído para alargar o fosso entre ricos e pobres. Somos inclusivamente um dos países da União Europeia onde as assimetrias são maiores, basta constatar que os ordenados dos gestores aproximam-se e até ultrapassam os ordenados dos seus congéneres europeus, enquanto os rendimentos dos comuns dos assalariados são dos mais baixos da Europa. Atribuir milhões de euros a gestores públicos na situação em que o País se encontra é um escândalo de lesa a pátria. Mas o problema não reside só nas remunerações dos gestores, a distribuição de lucros chorudos das empresas pelos accionistas é outro factor que tem implicações nas desigualdades brutais de rendimentos entre os portugueses. Aliás, este sistema empresarial orientado exclusivamente para o lucro e a remuneração do capital constitui um dos factores que contribuiu para a crise económica do país e do mundo. Esta tendência financista das grandes empresas resulta no desinvestimento económico e, deste modo, no bloqueio ao crescimento económico de natureza empresarial e com ele o desemprego. Essas consequências o país está a sentir na pele. Face a esta situação é justo que o Governo apele indiscriminadamente a sacrifícios. Ou seja, os senhores Mexias das EDP, PT, bancos e outras P que ganham milhões de euros, enquanto que mais de 600.000 portugueses não têm trabalho e mais outros tantos recebem o salário mínimo, sem que tenham verdadeiramente um nível de vida condigno, e que há muito já estão a pagar a crise, estes de modo solidário, como pretende o governo, vão suportar (ainda mais) o esforço para a credibilização financeira do país. Esta postura política é no mínimo imoral e deve revoltar quem vive exclusivamente do trabalho, tanto mais que nem o próprio governo garante justiça nos sacrifícios, basta lembrar-nos da triste figura que Sócrates fez no caso Mexia. Este, ou outro qualquer governo que pratique semelhantes políticas, não tem legitimidade moral nem política para exigir sacrifícios dos mais pobres, que são as vítimas principais deste injusto sistema económico e social. Esta percepção da questão está, e bem, a generalizar-se no seio da sociedade portuguesa, basta ter em conta os últimos estudos de opinião feitos e publicados recentemente. Nesta questão não pode haver dois pesos e duas medidas.

publicado por bejahoje às 07:28
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Segunda-feira, 3 de Maio de 2010

Ovibeja

Não vale a pena enterrar a cabeça na areia, esta edição da Ovibeja foi uma das mais fracas dos últimos anos, mesmo considerando, que a noite de sábado terá sido uma das maiores enchentes de sempre.

Dito isto, não se pretende retirar mérito ao grande evento que é a Ovibeja e aos seus organizadores, importa sim que estes reflictam sobre as componentes que o actual modelo pode incorporar no sentido de inovar um certame que corre o risco de se tornar repetitivo e sem inovação.

Algumas notas sobre a Feira:

O Município de Beja prometeu inovar com a sua participação nesta Ovibeja, embora não tenha propriamente tido uma má presença o que apresentou deixou muito a desejar tendo em conta o que prometia.

A confirmar-se que a execução do Pavilhão da autarquia bejense foi adjudicada, sem concurso, à empresa que realizou a campanha eleitoral do PS/Beja Capital, começamos a entrar num campo muito perigoso. O tempo se encarregará de fazer luz sobre estas e outras contrapartidas.

 

A presença de Pedro Passos Coelho no certame deixou bem claro que o “cheiro do poder” já paira sobre as hostes sociais-democratas, bastava ver passar a comitiva para perceber isso.

Já a visita de Sócrates e a monumental vaia (muito pouco habitual na Ovibeja) indicam que começa a ser apontado a Sócrates a porta pequena de saída.

 

A comitiva presidencial de Cavaco incorporava já o frenesim próprio de campanha eleitoral, beijinhos, cumprimentos, visitas e convidados a condizer, só falta mesmo anunciar a dita recandidatura.

 

Fechou a Ovibeja 2010

Viva  a Ovibeja 2011

publicado por bejahoje às 07:14
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