Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Trabalho vs Desconstrução

 

 

A edição de hoje do Diário do Alentejo chama para a primeira página a entrevista de Jorge Pulido Valente dada a este semanário. O destaque maior vai para a afirmação do entrevistado que diz “ Temos trabalhado muito no desenvolvimento económico”, eu sei que o tempo de mandato não é muito, mas apetece perguntar: O que é que já fizeram no concreto que sustente a afirmação? Podem até ter feito muita coisa, mas o que é público na acção do executivo, para além da encenação da desconstrução dos mandatos anteriores é o anúncio dos projectos da anterior gestão, o que até parece natural, não fosse o actual executivo querer ficar só com os louros desses mesmos projectos, imputando os encargos financeiros ao anterior executivo.
No decurso da entrevista, JPV reitera a afirmação de Beja Capital, pois bem, deixo aqui um pequeno exemplo dessa capitalidade, a Ministra da Cultura inicia hoje uma visita de dois dias ao Alentejo, aqui fica o programa da mesma:
 

22 de Janeiro

 
10h00 - Visita à Biblioteca Pública de Évora
11h30 m - Visita ao Museu de Évora
12h30 m - Visita à Sé de Évora e Museu de Arte Sacra
15.00h - Encontro com Agentes Culturais locais - Reunião de trabalho, nas instalações da Direcção Regional de Cultura do Alentejo
16h 15 m - Reunião de trabalho com CCDR Alentejo, Universidade de Évora, Governo Civil de Évora e Câmara Municipal de Évora, nas instalações da CCDR Alentejo
18h30 m - Concerto Ano Novo no Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, no Crato, pela Orquestra do Conservatório de Portalegre
19h.30 m - Recepção oferecida pela Câmara Municipal do Crato, a realizar na Casa do Largo, com os 47 autarcas da região e outros convidados
 
23 de Janeiro
18h - Inauguração da exposição "Jogo de Espelhos" no MACE - Museu de Arte Contemporânea de Elvas.
publicado por bejahoje às 07:12
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Orçamento de Estado 2010

 

 

Há hora que escrevo este post, deverá estar para breve o anúncio do “casamento” entre PS e CDS com vista a viabilização do Orçamento de Estado para 2010. Eu sei que não é muito próprio destes tempos de “esquerda moderna” falar em “casamentos contra-natura”, mas confesso que este tipo de “casamentos políticos” me causa maior espanto” do que o dito, entre pessoas do mesmo sexo.
Mas vamos ao tema:

OE 2010

Para nós, ou pelo menos para mim, habituei-me a sempre que começam a ser conhecidos os mapas que integram o OE, a procurar logo o Mapa do PIDDAC, eu sei que é coisa de provinciano, de pessoa do interior, vivesse eu em Lisboa ou no Litoral e teria certamente mais interesse noutro tipo de mapas, mas enfim que havemos de fazer, lá vou continuar a procurar o papelinho do PIDDAC, embora a expectativa seja cada vez menor, senão vejamos, *entre 2005 e 2009, de acordo com os dados dos Relatórios dos Orçamentos do Estado, as verbas totais do PIDDAC passaram de 6.724 milhões de euros para apenas 4.061 milhões de euros. Se a análise for feita por distritos constata-se que os distritos mais afectados por cortes nas verbas para investimentos públicos foram precisamente alguns dos menos desenvolvidos.
Entre 2005 e 2009, as verbas para investimento público constantes do PIDDAC diminuíram em -46,9% para o distrito de Beja e em -61,3% para o distrito de Évora, portanto, reduções todas elas superiores à diminuição do valor total do PIDAAC no mesmo período (2005/2009) que foi de -39,6%.
Uma primeira análise ao OE 2010, mostra que as desigualdades no País não se vão alterar nos próximos anos. Embora uma das grandes linhas de acção seja "promover o investimento de iniciativa pública", no entanto esses investimentos são fundamentalmente "grandes investimentos públicos de transportes e comunicação – Alta Velocidade (Lisboa-Madrid, Lisboa-Porto, Porto-Vigo; Aveiro- Salamanca, e Aveiro-Faro-Huelva), Novo Aeroporto de Lisboa, Portos e Plataformas Logísticas, Estradas (mais auto-estradas) e Banda Larga", a que se juntam barragens e "intervenções em 17 hospitais em regime de parceria público-privada".
Uma das características da sociedade portuguesa é precisamente a profunda desigualdade que se tem agravado nos últimos anos que, com a crise actual e com o aumento do desemprego, têm tendência a piorar nos próximos anos, se as graves assimetrias regionais não forem efectivamente combatidas, o que não se consegue fazendo só mais auto-estradas e TGVs. Para além de ser um problema social grave, elas constituem um obstáculo importante ao crescimento económico e ao desenvolvimento, porque estão associadas ao baixo poder de compra da maioria da população.
*dados compilados por Eugénio Rosa - Economista
publicado por bejahoje às 20:20
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Festival " Terras sem Sombra2010"

Jordi Savall no Festival "Terras sem Sombra 2010

 

 

O Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo “ Terras sem Sombra”, conseguiu, por mérito do seu promotor, o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, o reconhecimento nacional como um dos principais eventos na área da música clássica.
Este ano, em mais uma edição do festival, que decorre entre 23 de Janeiro e 8 de Maio, os seus promotores suplantaram todas as expectativas, programando para a abertura do mesmo, um concerto com o catalão Jordi Savall.
Jordi Savall é uma das personalidades musicais mais polivalentes da sua geração. As suas actividades como concertista, pedagogo, investigador e criador de novos projectos, tanto musicais como culturais, situam-no entre os principais artífices da actual revalorização da música histórica, tendo já gravado mais de 170 discos.
Simplificando a importância de Jordi Savall, poderia dizer que o catalão está para a música erudita ou clássica como os Beatles os Rolling Stones ou os U2 estão para a música Pop/Rock.

O concerto de abertura com Jordi Savall, que se faz acompanhar pelo percussionista Pedro Estevan, está programado para a Igreja Matriz de Santiago do Cacem e eu tenho muita pena que a cidade de Beja não tenha tido atractividade para chamar a si, enquanto capital de distrito e sede de Diocese a realização deste evento.
Se eu posso ir a Santiago do Cacem assistir ao concerto?
Poder posso, mas não é a mesma coisa.

 

publicado por bejahoje às 01:06
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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Beja hoje

 

BEJA HOJE

 
A escolha da identificação “BejaHoje” para o blogue não foi ao acaso, esteve na sua génese o propósito de criar um espaço de debate que tratasse temáticas de interesse sobre a nossa cidade e região envolvente. Procurar-se-á primar por um debate que reflicta elevação de análise e de reflexão sobre assuntos marcantes para melhor apreensão da actualidade.
O tempo de que dispomos é por norma escasso, por isso, importa aproveitá-lo de uma forma construtiva, reservando-o para abordagens de assuntos de relevância sobre o espaço que partilhamos e o quotidiano em que estamos envolvidos. Por vezes somos tentados a enveredar por abordagens menos consequentes, enformadas de influências de contextos marcadamente deficitários de realismo ou tolhidos por perspectivas em que a futilidade nos induz em escapismos que acabam por raiar os limiares da estupidificação.
Este blogue não pretende ser contra-ponto de qualquer outro blogue da nossa praça, mas apenas que se assegure, nos assuntos disponíveis para debate, seriedade, franqueza de opiniões e, principalmente, que não paire o espectro da demagogia, da especulação nem da maledicência, atributos comuns a muitos blogues a que acedemos diariamente. Quando vinculamos a identificação de Beja a um espaço de debate, fazemo-lo com o respeito que a nossa cidade nos merece, pela sua riquíssima história, pelos valores vivencialmente transmitidos de geração em geração e que muito a notabilizam, pela terra de que nos orgulhamos, pelo espaço em que crescemos e que albergou momentos e episódios marcantes da nossa vida, formatando as pessoas que somos. Por tudo isso e com a consciência de que se vive um tempo importante para a cidade e para o seu provir, vale a pena reflectir sobre questões da nossa vida colectiva e questionarmos o futuro que desejamos ou podemos ter nesta nossa terra. O futuro não se constrói sem passado e é consequência do que façamos no presente; cada um de nós deve sentir-se como uma pequena peça de um complexo quebra-cabeças que é a realidade de hoje e de amanhã.
Apesar das limitações que dispomos como protagonistas da mudança, independentemente de a assumirmos consciente ou inconscientemente, darmos mais ou menos valor a essa condição, temos seguramente um papel reservado no processo quotidiano de vida que acaba por contribuir, embora modestamente, para que o futuro seja diferente, para melhor ou pior, dependendo do que consigamos fazer enquanto comunidade face aos desafios que a esperam.
É com este sentido que foi criado o blogue, apelando à participação no debate de conteúdos referentes a temáticas locais e globais, por forma a romper com armaduras de indiferença em que nos encontramos ancorados, devido a um quotidiano rotineiro e arrasador que tende a desviar-nos de questões essenciais para a nossa existência colectiva. Aqui fica o desafio à participação.
 
publicado por bejahoje às 08:23
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