Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

A saga socrática e os valores do PS

 

Os regimes democráticos não são sinónimo de pureza de valores, estes uma vez conquistados, e de facto foram-no com o 25 de Abril, têm que ser mantidos com luta perseverante de quem deles mais beneficia, obviamente o povo trabalhador. Portanto, qualquer luta que seja travada contra a politica deste governo tem um profundo significado na defesa de valores democráticos.
 
A qualidade da democracia é aferida através de práticas políticas expurgadas de obscuridade, de corrupção, de favoritismos, de desigualdades de oportunidades, sobretudo perante a lei, e de arranjos de bastidores que privilegiam interesses de grupo em detrimento dos interesses da maioria.
A classe política dominante que acedeu ao poder nos últimos trinta anos em Portugal, tem vindo progressivamente a delapidar os valores democráticos.
 
A ser verdade o que vem a público, e tudo indica que grande parte do que é referido pelos órgãos de comunicação, correspondem a factos que ocorreram, Sócrates e o seu PS constituem protagonistas sem igual no ataque a valores democráticos. Inclusivamente em âmbitos em que poderiam diferenciar-se do PSD, revelam ser cada vez mais iguais, por ser mais que evidente a forma promíscua como se relacionam com o poder económico e o modus operandi habitual em que sistematicamente privilegiam interesses económicos para assegurar vantagens políticas em relação aos seus adversários.
 
Aliás, a mais importante conclusão que se pode tirar dos acontecimentos que vieram a lume é a utilização de posições económicas para constituir um grupo empresarial de suporte e, deste modo, assegurar o controle relevante de meios de comunicação social para obterem dividendos políticos. Para isso, estes senhores não olham a meios, teceram uma rede de influências que envolve empresários, gestores e políticos, que pela forma como agem, e atendendo às ilicitudes que praticaram a raiar actos crime, mais parecem protagonistas do crime organizado.
 
Face ao exposto, é natural questionarmo-nos: onde estão os valores que constituíram os fundamentos do PS? Este partido, com Sócrates na liderança, não só é uma agremiação que defende objectivamente o sistema capitalista, abandonando todos os valores humanistas de igualdade e de justiça social, como tem uma prática de gestão política que contribui para o reforço de um regime desregulamentado, em que o facilitismo oportunista se sobrepõe ao quadro legal, em beneficio de uma aristocracia política nitidamente ao serviço dos grandes interesses económicos. 
publicado por bejahoje às 22:27
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