Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

Reflexão sobre a evolução das sociedades

 
 
 
O desenvolvimento da tecnologia e das formas de produção de bens e serviços são cada vez mais complexos e exigentes ao nível da organização dos respectivos processos trabalho. Os processos de trabalho estão naturalmente enquadrados numa ou noutra estrutura económica que acabam por ser dominantes, marcando inclusivamente a evolução histórica da humanidade, seja a escravatura, o feudalismo, o capitalismo ou o socialismo. A História reporta-nos para uma evidência clara, as estruturas económicas sucedem-se em função dos níveis de desenvolvimento das tecnologias e das formas de produção utilizadas pela Humanidade.
 
Esta realidade histórica pressupõe que, a muito longo prazo, a uma estrutura económica outra se lhe sucede, surgindo naturalmente a questão: porque é que isso ocorre? Há várias interpretações da própria história da humanidade para responder a esta questão. Apesar desta situação, no essencial há o reconhecimento de que uma dada estrutura económica, numa determinada fase histórica, contribui para o desenvolvimento e consolidação da respectiva base económica dominante, gerando processos de desenvolvimento tecnológico, acompanhados por crescimento de riqueza nas sociedades humanas, digamos que é a fase de crescimento e apogeu.
 
Mas, mais cedo ou mais tarde, a mesma estrutura económica cria obstáculos ao seu crescimento, traduzindo-se na sua fase de decadência, quando gradualmente se vão espoletando as bases de uma nova ordem que dará inexoravelmente origem a uma outra estrutura económica. Assim, a estrutura não permite o desenvolvimento e emergem contradições profundas entre a tecnologia, as forças produtivas e as relações que enquadram a produção. Estas contradições, mais tarde ou mais cedo, acabam por criar múltiplos conflitos, entre os quais surgem os políticos e os sociais. São os impedimentos ao progresso as grandes causas das roturas que põem em causa o próprio sistema de enquadramento da estrutura produtiva.
 
Em consequência, a classe social dominante começa a perder o controlo, a estrutura produtiva entra em colapso e uma forma de sociedade é substituída por outra. Foi assim que a escravatura deu lugar ao feudalismo e este, por sua vez, ao capitalismo. Nesta perspectiva o capitalismo não se eternizará na História da Humanidade.
 
 
 
 
 
publicado por bejahoje às 06:42
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1 comentário:
De Boga e Axigã a 14 de Fevereiro de 2010 às 12:05
Interessante, porque será que não há comentários a estes dois ultimos postes? Será estes facto sinónimo da pobreza cultural, da iletracia e da estupidez dos comentadores habituais que procuram desesperadamente de garras afiadas defender o indefensável?
Estou convicta que estes (postes), a inteligência deles não atinge, pela "qualidade dos argumentos que utilizam".

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