Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

O PS do costume…

Quando  esta é a proposta:

IVA aumenta para 23%, cortes até 10% nos salários da função pública

 

A resposta só pode ser, mais disto:

Milhares de trabalhadores nas ruas contra medidas de austeridade

publicado por bejahoje às 00:18
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10 comentários:
De Tanas de Albernoa a 30 de Setembro de 2010 às 00:49
No Brasil seria assim:
Sócrates 69 69 (meia nove meia nove)! Esquece não! Vote em mim que sou aldrabão! Meia nove meia nove!
Vote Socrates, vote PS, que muito promete e depressa esquece! Meia nove meia nove!
De Anónimo a 30 de Setembro de 2010 às 10:47
Se o PCP fosse governo nunca aprovou em 35 anos um Orçamento de Estado, qual era a alternativa por ora dE austeridade ???

Porque fiquem desde já avisados que vão ser necessárias mais no decorrer de 2011 !!!

Criticar e nada de sugerir soluções ...
De GD a 30 de Setembro de 2010 às 14:04
E urgem mais medidas como a que está no post. Para além dos trabalhadores é importante toda a população aderir a manifestações e greves, de forma a mostrar o descontentamento pelo estado de coisas que estamos a atravessar.
De Anónimo a 30 de Setembro de 2010 às 19:48
@anónimo:
Mas quem é que afundou Portugal? O PCP? Se o PCP fosse Governo, a chulice nacional tinha emigrado pró Brasil... Já viu quem são os detentores de tachos (alguns além de tachos também parece que estão ligados ao negócio das panelas)? Cá por mim as coisas nunca vão melhorar com estes governos de aldrabões. Era o que faltava, estragarem o poleiro onde contam assentar arraiais quando saírem da governança... Grandes patriotnas, não é? ...da-silva!
De Anónimo a 30 de Setembro de 2010 às 19:55
Para esquecer isto tudo vou ao Almoço do PS em Mértola no dia 10 de Outubro com a presença do Jorge Lacão. Vai haver condecorações aos militantes mais velhos e apresentados novos militantes do PS.

Com estas notícias todas vou já reservar lugar. Afinal são só 5€ e com esta creise não se come mais barato em lado nenhum. Vou bater tantas palamas ao PS que até vou ficar com bolhas nas mãos!
De Regina Reis a 2 de Outubro de 2010 às 14:41
Almoço do PS em Mértola por 5€??? Pois é na campanha eleitoral era comida e bebida de borla para toda a gente do PS e nós eramos criticados por pagar nos almoços da apresentação das listas da CDU agora passados um ano o PS Mértola faz um almoço em que as pessoas têm de pagar!!! Quando se quer comprar as pessoas dão tudo quando já não precisam delas cobram....e assim as pessoas são enganadas em Mértola!!!!
De Anónimo a 4 de Outubro de 2010 às 22:30
O mais curioso é que há um almoço de reformados, pensionistas e idosos do concelho de Mértola na véspera, dia 9 de Outubro, e no mesmo local, o pavilhão municipal. Isto é, o PS vai usar toda a logística da Câmara Municipal para fazer o seu almoço de militantes.
A promiscuidade é tanta que até mete nojo. Não têm mesmo vergonha nenhuma.
De Anónimo a 30 de Setembro de 2010 às 23:06
Mas se não forem efectuadas estas ou medidas como estas, que soluçoes ou propostas existem mais??
Todos nós temos que contribuir ...
Só não quero é o FMI por cá.
De Anónimo a 1 de Outubro de 2010 às 01:06
Como cidadão, gostava que o Sr. Secretario Geral do PCP explicasse a todos nós, como implementar na prática os pontos chave que falou logo após o anuncio da medidas de austeridade sendo eles, o reforço do investimento publico sem aumento de impostos nem cortes de salários, medidas estas que se mostrou contra. Taxar os bancos chega para isto tudo? Se o país já tem dificuldade em se financiar, se o Estado precisa de dinheiro JÁ, como é que se pode arranjar dinheiro para o investimento publico, mantendo ou até mesmo aumentando os salários como defendem? Certamente existirá alguma formula que ainda não revelaram ao povo português e que eu sinceramente gostaria de conhecer.
De Anónimo a 3 de Outubro de 2010 às 00:29
A questão é relativamente simples. O Orçamento Geral do Estado é composto por receitas e despesas. Do lado das receitas, uma das principais componentes resulta da cobrança de impostos. Há uma fuga sistemática aos impostos por parte das grandes empresas que têm baterias de técnicos que estudam ao pormenor dos mecanismos que permitem fugir aos impostos. Há vários truques. No sector produtivo, na prática, quanto mais pequena for a dimensão da empresa, proporcionalmente mais imposto paga. Depois há o sector financeiro, com taxas de impostos mais baixas para as operações contabilizadas, mas é aqui que existe a grande fuga através da especulação financeira e a existência de fluxos sistemáticos de recursos financeiros para o exterior, através ou não de paraísos fiscais, onde não tem lugar a cobrança de impostos. Há por aí muitos veículos financeiros como se diz na gíria, que permitem essas fugas aos impostos, algum desse capital é aplicado em negócios ilícitos, de retorno rápido. Portanto, quem na realidade neste país paga os impostos devidos são as pequenas e médias empresas e os trabalhadores por conta de outrem. Estes sustentam o estado, sendo justamente os mesmos que acabam por ser as principais vitimas das medidas de austeridade. Do lado da despesa podem-se contabilizar os serviços públicos, os sistemas de apoio social, o apoio ao investimento etc. Recentemente, o Estado financiou bancos que foram geridos por autênticos larápios encartados que fizeram negócios ilícitos em proveito próprio ou de grupos perfeitamente organizados, aliás o grande desequilíbrio orçamental deveu-se à injecção de capitais públicos, saídos dos nossos impostos, e aplicados no apoio a bancos, que apresentam depois lucros fabulosos. Aliás, a Irlanda, da noite para o dia o défice orçamental aumentou cerca de 20%, cifrando-se actualmente nos 32%. Portanto, a questão central resume-se quem é que beneficia e instrumentaliza, por diversos meios, o Estado. O PCP responde claramente que os sucessivos governos estão ao serviço dos grandes grupos económicos e financeiros, que têm apostado, não no incremento do sector produtivo, mas nos negócios fáceis ligados às finanças. A prova disso, é a destruição sistemática do aparelho produtivo nacional, desde à agricultura, às pescas, marinha mercante, indústria etc. Só um dado que ilustra esta situação, quando Portugal entrou para a CEE, o País produzia 75% dos bens alimentares que consumia, hoje produz apenas 25% e importa 75%. Assim, não só nos endividamos como perdemos a soberania nacional. Resultado disto é a dependência externa, o desemprego, a emigração, a pobreza do país que desta forma não se desenvolve. É por isso que o PCP defende o reforço da produção nacional e o incremento do investimento produtivo, portanto, não se pense que é um discurso de facilitismo, antes pelo contrário, é com trabalho que se sai da crise. Mas para isso tem de haver justiça na distribuição do rendimento e da riqueza produtiva, e não como tem ocorrido nos últimos anos em que o fosso entre ricos e pobres tem aumentado, ou seja, os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. É com trabalho que se constrói o País, mas trabalho com direitos e garantias de melhoria das condições de vida e não para servir de enriquecimento para uns quantos. Se o Partido Socialista tivesse à frente pessoas com princípios socialistas e não capitalistas, seguramente que as políticas que praticariam seriam diferentes, mais amigas dos trabalhadores e do investimento produtivo. Socialismo é isso mesmo, é alternativa ao capitalismo, em beneficio de quem produz bens e serviços e na construção de uma sociedade com menos assimetrias sociais. Mas não, esse não é o entendimento dos dirigentes do PS, que acabam por gerir melhor o sistema capitalista do que os partidos de direita. Aqui reside a hipocrisia do Sócrates e companhia limitada. Por isso, é importante que os trabalhadores lutem pela produção, por melhores condições de trabalho e de vida, porque de outra forma continuarão a ser miseravelmente explorados e remetidos para o submundo da pobreza. Estas, meu caro(a) são as diferenças que orientam os dois partidos, PCP e PS.

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