Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010

Críticas

Por vezes, para não ferir susceptibilidades, há pessoas que fazem críticas tão subtis, tão subtis, que os destinatários das mesmas são levados a vê-las como elogios, quando o que se pretendia era precisamente o contrário.

publicado por bejahoje às 00:23
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14 comentários:
De Anónimo a 18 de Agosto de 2010 às 10:59
è a questão de ter os "tomates" entalados. No tempo da outra senhora as criticas eram mais claras, lá isso era, mas agora...
De Anónimo a 18 de Agosto de 2010 às 20:33
Caro blogueiro, você está a sofrer um caso grave de Dunning Kruger.

Com o tempo e talvez alguma ajuda profissional pode ser que isso amenize, porque cura, claramente não tem.
De Anónimo a 18 de Agosto de 2010 às 22:08
Eu sei que alguns comentários são feitos por pseudo-intelectuais bastante snobes, que usam e abusam do estrangeirismo, o que não é o seu caso, obviamente. De todo o modo, eu sou dos reles portugueses que fazem questão em defender a língua portuguesa, por isso, pedia-lhe encarecidamente que trocasse o que escreveu por miúdos "como se eu fosse muito burro". Desde já muito obrigado. Áh! a propósito ainda do uso de estrangeirismos, o nosso caríssimo Vereador Miguel Góis, modesta à parte, para além de ser um bom comunicador, utiliza muitos termos ingleses, mas como são muito bem aplicados na frase toda a gente os percebe, desculpe mas não é como você, porque o que ele diz ou escreve eu entendo e já consigo eu não percebo. Portanto aconselhava-o a pedir-lhe umas consultas, mas só de vez em quando, porque ele é um edil muitíssimo ocupado, mas faz jeitos de forma desinteressada, empenhada e com a modéstia que nós lhe conhecemos.
De José Silva a 19 de Agosto de 2010 às 00:42
O seu comentário é muito pertinente, até porque quem fez a referência ao fenómeno Dunning-Kruguer revela alguma ignorância, pois ao afirmar que não há cura, não é verdade. O fenómeno baseia-se, genericamente, na constatação de que há indivíduos que dispõem de poucos conhecimentos sobre determinados assuntos, mas acreditam saber mais do que aqueles que estão melhor preparados. Ora acontece que também está comprovado de que esses indivíduos quando submetidos a treino, não só melhoram as suas habilitações (passam a ser menos ignorantes), como mais facilmente passam a reconhecer as suas limitações reais e a sua evidente ignorância de partida. Ora o comentário proferido pelo anónimo a quem questionou, só poderia ser de alguém que enforma de um preconceito de base, esse sim incurável, que é o de elitismo, pois admite à partida que um ignorante tem de ser ignorante toda a vida, o mesmo é dizer que reconhece na sociedade dois estratos, respectivamente os eternos iluminados e os eternos ignorantes. Desnecessário será dizer que para ele (comentador), os eternos iluminados ocupam o estrato social dominante, e os ignorantes, têm que ter essa condição eterna, não aspirando ao conhecimento, e portanto integrar o grupo dos dominados. Se isto não é uma postura arrogante e classista, então não sei o que será. De qualquer forma o que ele endereçou ao blogueiro, de um modo sobranceiro, arrogante e snob, foi o atributo de presunçoso ignorante.
De Anónimo a 19 de Agosto de 2010 às 12:48
@"José Silva" - Afinal o blogueiro não é o único a sofrer da coisa, alguns comentadores* também. Não generalize caos concretos que isso só vai prolongar a sua "cura".

@20:28 considera Dunning Kruger um estrangeirismo? hmmm interessante...


*caso não seja o próprio blogueiro encarnado uma das suas várias, coloridas e mui sapientes personas.
De José Silva a 19 de Agosto de 2010 às 14:54
Felizmente que nunca sofri de tal fenómeno. Em relação a eu ter considerado um estrangeirismo, o senhor deve estar suficientemente perturbado, em termos intelectuais, porque nem se apercebeu que o meu comentário foi de resposta a um outro que manifestou dúvidas em relação ao seu texto. É evidente que não tenho a cor de "mui sapientes personas " como o senhor tem. Por isso, fico muito agradado porque, em contrapartida, de certeza que tenho outros atributos que o senhor demonstrou não ter. Quanto às personificações do blogueiro, fique descansado que tal como o senhor também não sei quem seja, nem estou interessado em saber, assim como não me interessa saber quem o senhor é, porque pela forma como escreveu seria pessoa que dificilmente teria o prazer de conhecer, o mesmo certamente aconteceria consigo. Portanto, admito que o sentimento poderá ser recíproco. Uma coisa lhe garanto, não deixarei de fazer referências, a jeito de comentário, a qualquer texto que ache interessante comentar ou, pelo contrário, que me pareça traduzir pretensiosismo ou manifestações pseudo-intelectuais, que pode não ser o caso; mas que aparenta... aparenta.
De Anónimo a 19 de Agosto de 2010 às 15:23
Afinal "José Silva" também é o 2º anónimo....é a isso que se chamam personas coloridas e sapientes, gosto especialmente da parte em que dá a entender que, provavelmente habitando o mesmo corpo, essas personas não se conhecem.
Eu ao menos admito quem sou e não mudo de nickname*: sou Anónimo como o autor do blog pensa que é, algum problema faça como dificilmente se entende na confusão que são as últimas linhas do seu comentário: queixe-se na Internet...


*estrangeirismo e não substantivo
De José Silva a 19 de Agosto de 2010 às 22:35
O senhor anónimo xpto é mau a fazer diagnósticos, porque felizmente não sofro de qualquer perturbação relacionada com transtorno dissociativo. No entanto, apraz-me registar a sua postura galeanteadora e snobista ao insistir no estrangeirismo, utilize o termo alcunha que não o envergonha, mas o "hábito acaba por fazer o monge". Afinal o nosso Povo é que é de facto uma persona colorida e sapiente, o resto são meras conversas de estultos.
De Anónimo a 20 de Agosto de 2010 às 10:52
Já compreendi o problema, e citando alguém que você deve conhecer, você dá uma nova dimensão, mas para cima ao Dunning-Kruger.




De Camilo a 19 de Agosto de 2010 às 00:02
Tenho quase a certeza que o tema escolhido pelo bloguista reporta-se a um texto de um blogue que passo a transcrever “Promessas por cumprir... Infelizmente o incumprimento de promessas eleitorais faz parte do ADN da portugalidade (…) um péssimo hábito que perdura e do qual ninguém pode reclamar virgindade! (…) O programa Beja Capital (…) desde o primeiro dia foi assumido que aquele era um documento por concretizar! Um programa que quando foi redigido era exequível (…) Hoje já estou convicto que há coisas que não vão ser feitas: porque a situação do País é pior do que se esperava, com reflexos no orçamento municipal, porque a situação da CMB ultrapassava o pior cenário previsto há um ano atrás e, porque o mandato não tem sido perfeito! (…) Mas há uma promessa da Beja Capital que me parece perdida na gaveta do esquecimento, cuja falha me custa! (…) reunir num documento os contributos de todos - porque de todas as sensibilidades brotam ideias válidas - e assumir o compromisso de caminhar em conjunto na defesa dos interesses de Beja, cidade, concelho e distrito! Para cumprir esta promessa não é preciso dinheiro! Basta vontade! E pode ser clarificadora: porque permite distinguir aqueles que colocam a cidade antes dos partidos e os outros que apenas se movem por interesses partidários...”. É curioso o malabarismo retórico e demagógico do autor. Primeiro, ficamos a saber que o incumprimento do programa do PS à CM é uma questão do foro genético e não político. Segundo, a problemática de semear promessas irrealistas não se deve à atitude de caça ao voto, mas simplesmente a um defeito congénito, não de alguns partidos ou de uns certos políticos mestres em vender ilusões, mas é uma má-formação de todos, uma vez que caracteriza a portugalidade. Terceiro, ficamos esclarecidos que todos sem excepção, têm que estar antecipadamente preparados para aceitar com naturalidade o incumprimento do programa do PS, porque todos já perdemos a virgindade, uns de uma maneira outros de outra, quer sejam sujeitos ou objectos da política. Isto é, todos prometemos e não cumprimos, numa palavra, somos todos aldrabões. Pelo que me toca agradeço o elogio. Quarto, ficamos com a dúvida se o programa, em termos de propostas, seria à partida tangível, porque o próprio autor, com autoridade dessa condição afirma que reconhece a contradição de um programa que foi assumido, desde o primeiro dia, como um documento por concretizar, mas exequível, que só o não é, porque as condições do País e do Município, afinal eram piores do que se julgava. Ou seja, nunca em tempo algum foi assumido o irrealismo do programa, mesmo considerando a naturalidade do português face ao incumprimento de promessas eleitorais ou a convicção à posteriori de que há coisas que não vão ser cumpridas. Esta postura é intelectualmente desonesta porque a crise em que o País estava mergulhado na altura da preparação do programa eleitoral era uma realidade, assim como era do conhecimento público, inclusivamente dos vereadores do PS na Câmara a situação financeira do Município, dizer agora que o incumprimento se deve aos outros e ao contexto, não é honesto e revela desconhecimento total da realidade do Município. Quinta, ficamos a saber que uma das promessas não cumpridas é justamente o consenso necessário entre as diversas forças políticas em prol da cidade. Mas quem é que acredita que isso não seria à partida mais uma promessa demagógica, dado que o consenso pressupõe mais do que diálogo, compromissos. Como é que se alcançam se o PS, na pessoa do presidente eleito, entra a “matar” com a proclamação triunfal de ser o grande libertador de Beja do jugo comunista, dando a notícia surpreendente que a democracia finalmente tinha chegado ao Concelho. Então um partido responsável e democrático como o PS iria pactuar com os antidemocratas comunistas. Sexta, o autor dá a entender que há falta de vontade em constituir os consensos necessários, porque para isso nem é necessário dinheiro. Nisso dou-lhe razão, mas de quem é a culpa. Para além da proclamação anticomunista inicial, há ainda que referir a arrogância e a forma displicente e vexatória como o actual executivo tem tratado a oposição, é claro quem é que põe os interesses partidários acima de Beja, mesmo que seja para ser capital.
De Maria T a 19 de Agosto de 2010 às 01:27
Parabêns Camilo a sua análise é verdadeiramente acertiva. Há marcas neste executivo que o tempo não vai apagar, bem pelo contrário. Como é que este executivo poderia unir quem quer que fosse, se mem eles se conseguem unir. Mesmo isolando todo o primeiro andar dos Paços do Concelho são muitos os ecos que vão chegando e ainda agora a procissão vai no adro.
De Anti-Esquerdalha a 19 de Agosto de 2010 às 19:45
Vai pró caralho!!
De Anti-Esquerdalha a 19 de Agosto de 2010 às 19:44
Vai pró caralho!
De Anónimo a 19 de Agosto de 2010 às 23:58
Julgava que os apoiantes do Pulido eram mais educados.

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