Sexta-feira, 9 de Julho de 2010

A Democracia chegou a Beja???

A Direcção Regional de Beja do STAL diz que falta democracia na Câmara Municipal de Beja.
O Sindicato diz que as pressões exercidas pelo Executivo sobre os Trabalhadores da Câmara para que estes não participassem ontem, no Dia Nacional de Protesto e Luta, ao arrepio da Lei e dos direitos democráticos e sindicais, vem demonstrar que só a luta dos trabalhadores permitirá que a democracia e a liberdade voltem à Câmara Municipal de Beja.

 

Imaginem que não tinha chegado!

publicado por bejahoje às 01:57
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15 comentários:
De Anónimo a 9 de Julho de 2010 às 10:22
Mas o STAL acordou agora?

Nunca até 11 de Outubro de 2009 o STAL tomou uma posição que fosse relativamente à Câmara de Beja ou Aljustrel. Nunca!

Aparecem agora, beatos, quase que diariamente, com esta e aquela história, como se os Executivos PS fossem os lobos e os PCP o cordeiros. Que vergonha, esta promiscuidade entre PCP e sindicatos. Que vergonha!

Em Aljustrel, nunca o STAL se pronunciou sobre os trabalhadores que estiveram anos a fio a recibos verdes, situações que o PS está agora a resolver. Nunca!

Em Aljustrel, nunca o STAL se pronunciou sobre a meteórica progressão na carreira de alguns funcionários ligados ao PCP em detrimento de outros. Nunca!

Em Aljustrel, nunca o STAL se pronunciou sobre a ausência de formação profissional na Câmara. Nunca!

Em Aljustrel, nunca o STAL se pronunciou sobre o facto de, durante anos a fio, apenas tivessem sido contratados militantes do PCP ou familiares destes. Nunca!

Em Aljustrel, nunca o STAL se pronunciou sobre a ausência de habilitações de alguns funcionários (ligados ao PCP) para exercer chefia sobre outros com mais habilitações. Nunca!

Em Aljustrel, nunca o STAL se pronunciou sobre as condições de trabalhos dos trabalhadores da Câmara, com total desleixo e ausência de formação ao nível da Higiene e Segurança. Nunca!

Em Aljustrel, nunca o STAL se pronunciou sobre a ausência de Chefes de Divisão no organograma da Câmara, tendo o Executivo PCP um poder totalitário sobre os funcionários. Nunca!

Em Aljustrel, nunca o STAL se pronunciou sobre o facto de exisitirem funcionários da Câmara com direito a casa, água, luz, gás e electricidade pagas pela Câmara só porque se tratavam de destacados militantes PCP.

Mas, agora, em Aljustrel e Beja, aparece o STAL, beatamente, a diabolizar pessoas que tomaram posse nas suas Câmaras há 6 meses.

Tenham mas é vergonha!
De Anónimo a 9 de Julho de 2010 às 15:47
Seis meses?? E quanto a essas eventuais situações que não sei se são ou não assim ou mais ou menos em Aljustrel, a questão parece uma anedota de uma multa de um polícia que em face da reclamação feita por um autoado disse: Senhor polícia, porque é que não multa aqueles carros pois estão como o meu. O polícia respondeu: o polícia sou eu, você não está mal estacionado? Ele disse que sim! Então tenho que o multar.
De José Silva (1) a 9 de Julho de 2010 às 23:46
Estimado comentarista não desejo expor qualquer juízo de valor relativamente ao conteúdo do comentário que apresenta. No entanto, há aspectos históricos que são referências importantes para se perceber o porquê das coisas, neste caso tem a ver com a cultura sindical das duas centrais nacionais, segundo as quais se distribuem os diversos sindicatos. A CGT foi uma estrutura sindical com bastante importância e expressão, principalmente entre o operariado fabril da cintura industrial de Lisboa. Foi criada durante a vigência da 1ª República, muito antes da constituição do PCP em 1921. Então a Central tinha como principais activistas dirigentes e membros anarquistas e anarco-sindicalistas, cujos métodos de acção em certas lutas que desenvolveram assumiam práticas que envolviam alguma violência. Com a tomada do poder pelo fascismo, desencadeou-se uma brutal ofensiva contra as organizações operárias, quer de índole política e sindical, quer de matiz associativa, levando à extinção da maior parte, entre as quais a central sindical. Nesta onda repressiva, não escaparam as organizações e os seus dirigentes e militantes, alguns pagando com a própria vida, quer em território continental, como ultramarino, sendo o campo de concentração do Tarrafal o exemplo emblemático dessa época, onde foram assassinados muitos resistentes anti-fascistas, a maioria de origem operária, entre eles muitos militantes comunistas. Este partido passou à clandestinidade, tendo sido como se sabe o único partido que sobreviveu ao fascismo, sempre com organizações clandestinas em actividade, como comprova a publicação ininterruptamente do jornal “Avante”, apesar de por vezes as suas tipografias clandestinas serem assaltadas e destruídas pela PIDE (polícia politica especializada em acções criminosas contra os resistentes anti-fascistas ). Devo dizer-lhe que este combate político é um feito histórico que poucos países se orgulham de ter, e que honram em muito os democratas do nosso País. É neste contexto de luta, cuja espinha dorsal assentou na organização operária e de trabalhadores, ligada quase em exclusivo ao PCP, que surge a dinamização do movimento sindical, assente em estruturas umas toleradas pelo regime, outras em actividade de extrema clandestinidade, de onde se desenvolvia lutas por direitos laborais, mas interligadas simultaneamente a ensejos de natureza política de luta pela democracia e liberdade. Esta é uma das razões históricas que está na origem do pendor político do movimento sindical em Portugal. Quando se lutava por melhores condições de trabalho e melhores salários lutava-se simultaneamente pela cidadania política e pela liberdade. Este trabalho de organização das massas laboriosas do País, conduziu ao processo de criação, nos anos sessenta e início de setenta, da INTERSINDICAL. Esta central, forjada na luta de gerações de operários e trabalhadores, acabou por apropriar-se do acervo cultural e político da CGT, criada 40 anos antes, porque houve de facto uma linha de continuidade na luta, assegurada, no essencial, pelo PCP. De tal maneira é representativa essa herança cultural e política que foi apropriada pela Intersindical, que mais tarde, já pós 25 de Abril, a central viria a assumir a designação que actualmente ainda tem, CGTP-IN. Assim caro comentarista, não fique surpreendido pela influência dos comunistas nesta central sindical, mas com a mesma verdade que afirmo esta tese, também é importante dizer, que sempre militaram, e felizmente militam, outras tendências políticas, designadamente socialistas e católicos. Relativamente à UGT, a história é bem diferente, como distinta é a sua postura na actualidade. Esta organização sindical surgiu depois do 25 de Abril, patrocinada por PS e uma franja laboral que o PSD integrava, em plena revolução. Por força desta influência e do contexto político social em que se constituiu, na sua essência estão outros “códigos genéticos” que lhe dão corpo, de matriz assumidamente reformista e de tendência social-democrata. Aliás, esta dualidade ideológica e de intervenção do movimento sindical não é uma particularidade exclusiva de Portugal, é antes uma característica comum ao nível das organizações laborais no plano internacional. (continua)
De José Silva (2) a 9 de Julho de 2010 às 23:53
(continuação)
Só que normalmente, e a história infelizmente confirma o que vou dizer, o movimento sindical de matiz reformista e social-democrata, ou capitula ao primeiro embate das ditaduras, portanto da repressão, ou é absorvido pelos regimes ditatoriais e passam a avalizar a respectiva legalidade instituída no plano laboral. Por isso, meu caro comentarista se quiser perceber a génese destas questões tem que as procurar no passado histórico, para compreender porque é que o Carvalho da Silva é militante comunista e Secretário-geral da CGTP-IN e o António Proença, presidente da UGT, e se senta muitas vezes ao lado de actuais governantes, na condição de militante de topo do PS.
Já em relação às diferenças de postura dos autarcas socialistas e comunistas, outra questão que levantou, em relação às reacções face à manifestação sindical dos trabalhadores das autarquias, concordo consigo, pois elas são abismais. Nunca executivos comunistas condicionaram a organização e manifestação sindical ou outra organização de trabalhadores. Basta dar-lhe um exemplo, que por sinal é da cidade referência deste blogue. Os trabalhadores da Câmara Municipal de Beja, como em outras câmaras, têm caixa social, foi eleito legitimamente pelos trabalhadores, um colega que por sinal é social-democrata, que tanto quanto transparece não tem nada a ver com o STAL (Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local), nunca o anterior executivo CDU mudou o seu comportamento em relação ao respectivo funcionário, enquanto trabalhador ou enquanto dirigente da caixa social, assim como teve exactamente o mesmo comportamento que tinha anteriormente em relação à caixa social. Isto significa que se um sindicato da UGT fosse activo e tivesse apoiantes seguramente que seriam tratados da mesma forma como o são os do STAL , que é filiado na CGTP-IN . A diferença que existe é que a UGT tem pouca influência junto dos trabalhadores, contando para o efeito as opções que faz de natureza colaboracionista com um governo e um sistema de poder instituído, adverso à defesa dos interesses dos trabalhadores e que sucessivamente atacam as conquistas alcançadas por sucessivas gerações de trabalhadores, muitos dos quais pagaram com a própria vida, perdida em lutas gloriosas pelas oito horas de trabalho, pelo direito à greve, pelo direito à segurança social e por melhores condições de trabalho e salários, etc. etc. É por esta razão de fundo que executivos de PS e PSD (curiosamente mais do PS do que do PSD) tentam com todos os meios ao seu dispor desmotivar, individual e colectivamente, os trabalhadores que protestam, que são normalmente membros de sindicatos afectos à CGTP-IN. Isto naturalmente porque esses executivos camarários estão comprometidos e querem demonstrar solidariedade com os governantes do PS ou do PSD que praticam políticas antipopulares. Esta a génese das implicações democráticas da actuação desses executivos. Tomara que a UGT tivesse uma postura um pouco mais coerente na defesa dos interesses dos trabalhadores, porque seguramente as incursões contra os direitos dos trabalhadores não teriam as graves consequências que já se conhecem. Perde-se nos tempos da História o lema da classe dominante e do seu poder de “dividir para reinar”, isto aplica-se perfeitamente ao contexto sociopolítico em que vivemos. Não foi objectivo desta reflexão dar rigor científico à apresentação feita, mas de qualquer forma, com mais ou menos precisão e pormenor, este é um apontamento de natureza histórica sobre o movimento sindical no passado e no presente.
De CMCBRITO a 10 de Julho de 2010 às 02:38
Também em Mértola, nunca o STAL se pronunciou sobre a ausência de habilitações de alguns funcionários (ligados ao PS) para exercer chefia no gabinete do Presidente da CMM tendo os contribuintes que pagar essa formação ao funcionário depois deste ser nomeado para o cargo que não tinha formação. Nunca!
De Anónimo a 9 de Julho de 2010 às 19:04
O que são "...pressões exercidas pelo Executivo sobre os Trabalhadores da Câmara"?

É que eu estou a falar-lhe de questões concretas!

Se há coisa que sempre existiu em Câmaras comunistas foi pressão, nesses casos, para os trabalhadores participarem em manifestações e afins. ou não?

De Tomix Alentejano a 9 de Julho de 2010 às 19:45
Para Anónimo: só quero dizer que já trabalhei para a autarquia e nunca senti pressão para ir a qualquer lado ou deixar de ir eu sempre fiz o que me deu na gana, dentro do que é legal, e não sofri qualquer represália, eu como qualquer outros trabalhadores, hoje não é assim, os vereadores põem-se á porta da câmara e ameaçam as pessoas com processos disciplinares caso do pessoal dos Paços do concelho, com o pessoal do lixo varrição ), passou-se o mesmo pela voz dos encarregados.
De Anónimo a 9 de Julho de 2010 às 20:45
durante 35 anos na câmara imperou o "sempre fiz o que me deu na gana" quanto à legalidade, era giro que todas as ganas tivessem ido parar a tribunal para ver se seria mm assim.
Quanto ao STAL.... Ahhh agora aparecem?! Vão mas é trabalhar...como as pessoas.
De Anónimo a 9 de Julho de 2010 às 22:30
Onde é que estava o STAL no 25 de Abril? Alhguém leva esses comunas a sério?

IDE PRÒ CARALO

mg
De Anti-Chulos a 9 de Julho de 2010 às 22:49
Tenham decoro, que é o mínimo que lhes é pedido.
Caricato, de agressores passam a SUPOSTAS vítimas.....
De Anti-malcriadice a 10 de Julho de 2010 às 00:07
Para todos os anónimos, anti-esquerdalha e outros que tais, que fazem uso deste espaço com malcriadices e desonestidade, aconselho-vos a ler o comentário de José Siva (1) e (2). Por favor instruam-se e saiam do obscurantismo que tanto vos atropela. Passem bem.
De Anónimo a 10 de Julho de 2010 às 10:28
Ó Justino, criaste tu um Blog para isto? Não vês que assim a malta não te leva a sério. És contra tudo. Olha que nós não temos sempre razão. E tu sabes (ou devias saber) muito bem disso.
Andas envenenado, eu sei.
De anonima a 10 de Julho de 2010 às 13:35
Antes de comentarem perguntem a quem trabalha na câmara, em particular quem trabalha na Praça da república, e mais em particular directamente com a vereadora. Não sou comuna mas NUNCA trabalhamos assim. Estou muito triste com o ambiente da autarquia. Tenho a certeza que todos queremos o melhor para a cidade e ter uma atitude critica não é estar contra o actual executivo mas lutar por um serviço melhor. Uma pergunta para quem votou PS/Pulido Valente: ESTÃO CONTENTES COM ESTA NOVA GESTÃO ?
De Anónimo a 10 de Julho de 2010 às 18:09
SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM ESTAMOS!!!

De Maria das couves a 13 de Julho de 2010 às 11:20
sr anónimo e os que defendem este novo executivo sem uma postura critica mas construtiva, com o objectivo de melhorar as condições efectivas da nossa cidade. A vossa arrogância, imparcialidade e prepotência serão o vosso maior adversário daqui a 3 anos.

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