Quarta-feira, 3 de Março de 2010

Emas - Mau tempo no caudal

 

Do que é público, desde sempre, a actual  EMAS – Empresa Pública de Água e Saneamento e o antigo  SMAS -  Serviço Municipal de Água e Saneamento de Beja, prestaram ao concelho um conjunto de serviços de elevada qualidade.
Não são conhecidos problemas graves no abastecimento de água às populações, não são conhecidos problemas graves no tratamento de esgotos e a taxa de cobertura destes serviços básicos são dos mais elevados do país.
Mais curioso ainda é que esta empresa municipal gera lucros que permitem o reinvestimento na melhoria dos serviços, coisa muito pouco comum nas empresas da área pública.
Perante isto, alguém me explica esta necessidade extrema de contratar a qualquer custo um Administrador Executivo remunerado para a empresa?
Vir agora argumentar que esta contratação é para substituir o anterior membro do CA,  que desempenhava essas funções e esquecer de propósito, que este só desempenhava funções a tempo inteiro porque o titular do lugar de Director Executivo não se encontrava no exercício do cargo, é no mínimo desonesto.
Se o actual executivo da C M Beja entende que os quadros que tem na EMAS, não reúnem os requisitos técnicos para o desempenho de funções, apesar dos resultados alcançados até aqui, despeça-os e contrate os Rui Marreiros que entender.
Se a questão é mais simples e o que se pretende é só arranjar um tachinho, então faça um contrato ao homem e resolva lá o problema.
Só uma coisinha, faça isso de forma legal, não faça como da primeira vez, pôs o homem a trabalhar 4 meses e agora não tem enquadramento legal para lhe pagar.
publicado por bejahoje às 07:13
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8 comentários:
De LUIS a 3 de Março de 2010 às 09:33
Neste caso tenho de lhe entregar a razão!!!
De Anónimo a 3 de Março de 2010 às 10:18
A propósito da comunicação do Presidente da Câmara, onde vai ao pormenor de dizer que o anterior administrador executivo, que já saiu à 4 meses e parece que é uma situação do presente, ter ainda direito a viatura e um telemóvel para além do salário, não dizendo que também o actual tem, como aliás qualquer um sempre têve e tem, é no minimo uma grande demonstração de mesquinhês e desonestidade intelectual.
É por esta e por outras que as pessoas tem a imagem que tem dos políticos. Mas olhe que não são todos iguais, pelo menos a si !
De H a 3 de Março de 2010 às 15:04
Por acaso, acho que até colocou a questão como deve ser colocada. Não numa comparação de CV, porque são incomparáveis, percebendo a diferença entre uma escolha técnica e uma escolha política, mas chamando à colação o essencial: se fazemos uma avaliação positiva ou negativa do EMAS. Quem está satisfeito quer continuidade; quem defende que se pode fazer mais e melhor, quer mudar, com competência!
De J.Silva a 3 de Março de 2010 às 22:50
Caro H, há que analisar claramente a questão da EMAS sob 2 perspectivas: a situação económico-financeira da empresa; e a apetência para tornar o abastecimento da água, um bem público, um negócio privado. No que concerne à 1ª perspectiva factos são factos, a empresa apresenta resultados positivos, a questâo do CV (entenda-se como curriculo académico, porque é essa a dimensão que está em causa) é um pormenor que se presta a especulações e a demagogias. Se considerassemos o factor CV-formação académica, como determinante na área dos negócios a maior parte das empresas portuguesas estariam falidas. Aliás, recordo-lhe que, provavelmente, o melhor Presidente da Comissão Europeia (então CEE), foi Jacques Delors que não possuia nenhum "canudo" universitário. Sobre este assunto não restam dúvidas, a formação académica nem sempre é sinónimo de competência e muito menos de inteligência para os negócios. Sobre a 2ª questão, a privatização, porque é disso que se trata, tem tido resultados catastróficos para as populações beneficiárias e para a manutenção dos sistema em áreas de baixa densidade populacional. A perspectiva da lucratividade inerente à privatização deste sector público é profundamente conflituante com os interesses da comunidade, veja-se a situação em França e noutros países na Europa e os conflitos sociais já ocorridos na América Latina. O Sr. Rui Marreiros, independentemente do seu curriculo ou da bondade da sua pessoa, no EMAS, pelas ligações empresariais que o próprio Presidente da CMB insinuou, não é garante de viabilização daquela empresa, enquanto estrutura pública.
De h - V&P a 3 de Março de 2010 às 23:19
J.Silva - um esclarecimento: não se trata de ser licenciado ou não (e o exemplo que dá, dou mtas vezes), porque isso parece-me uma parolice: trata-se de escolher por critérios técnicos ou políticos.
Por outro lado, cuidado com a análise económica: uma empresa monopolista que vende bens essenciais, dará lucro sempre que se deseje: as minhas objecções com o EMAS relacionam-se com as perdas de água!
De J.Silva a 4 de Março de 2010 às 09:50
O contexto de referência usado para a classificação da intervenção da EMAS como de monopólio não faz qualquer sentido, porque isso é confundir a figura de fornecedor singular de um serviço no âmbito exclusivo de um determinado território, cujas taxas são estipuladas por entidades públicas, em que a oposição e munícipes têm oportunidade de se pronunciarem, da situação de fornecedor predominante de um produto ou serviço num determinado espaço económico que estipula unilateralmente os preços. Mesmo que se aplicasse para o caso em causa a situação de monopólio, com a privatização dos respectivos serviços a situação não se alteraria, como acontece onde ocorreram as privatizações. Mas mais, os preços da água ao consumidor e os serviços aumentaram de modo exorbitante, como sabe.
De H a 4 de Março de 2010 às 11:16
@anónimo - não é monopólio?!!
Sobre privatização... é uma outra discussão! Sobre a qual não me pronunciei!
De Boga e Axigã a 3 de Março de 2010 às 23:19
"Quem está satisfeito quer continuidade; quem defende que se pode fazer mais e melhor, quer mudar, com competência!" basta olhar para afactura da água, mas temos a consolação de saber que o
"Preço da água em Beja aumenta abaixo dos custos de exploração" ( página da Câmara)

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