Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

Vem aí o Vivaci...

 
 
 
para ajudar o Comércio Tradicional de Beja”.
Esta afirmação pertence ao nosso presidente JPV e foi proferida ontem na Assembleia Municipal.
Aguardam-se as manifestações de regozijo dos nossos comerciantes.
publicado por bejahoje às 07:47
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7 comentários:
De J.Silva a 27 de Fevereiro de 2010 às 22:21
Lá estão a pôr palavras que de certeza não foram ditas pelo nosso Presidente. Não sabem que é necessário contextualizar aquilo que é dito. Sempre é necessário contextualizar para dizer o que não se pretende dizer, e não dizer o que de facto se deseja dizer. Bom, perante esta trapalhada, ficam as razões que levam o nosso Presidente a defender o empreendimento.
- A abertura do Vivaci é só para penalizar os comerciantes que não votaram no PS, é que agora há para aí uma filosofia que defende que os impactos negativos podem ser aplicados de modo selectivo. É a chamada politica cirurgica, cujos efeitos só afectam quem mesmo se deseja atingir.
- O nosso Presidente é especialista em política cirurgica, apesar de ter sido o anterior cirurgião mas de medicina não de política. Portanto os comerciantes, na sua maioria, podem ficar tranquilos que o Vivaci vai possibilitar a vinda a Beja de milhares e milhares de consumidores, desde Lisboa a Sevilha, alguns até virão de avião, utilizando o aeroporto, porque aquilo que vai oferecer são coisas que nessas paragens não existem.
- Mas há que dizer que o próprio Vivaci é uma oportunidade para os nossos comerciantes, porque como o grande problema com que se debatem é não disporem de espaço no cento histórico para expandir as suas actividades, podem fazê-lo ocupando as lojas que o centro comercial vai disponibilizar. Sim disponibilizar à borla claro, porque o acordo que o nosso Presidente pretende fazer, passa por financiar a instalação do Vivaci e em troca haverá borlas para a instalação dos comerciantes locais, as vendas do hipermercado serão sempre a preços de saldo, os empregados terão contratos de trabalho a termo incerto e com horários de 40 horas semanais com descanço aos sábados e domingos semana sim semana não, os produtos que vão comercializar são produzidos na nossa região para desenvolver a nossa economia, os lucros serão investidos em apoios às instituições sociais ligadas particularmente aos idosos e crianças, aos clubes e associações culturais e desportivas, e os impostos serão cobrados em Beja e não na sede do grupo.
Temos que acreditar porque o Vivaci vai ser indispensável e um grande empreendimento, que a par do aeroporto e do regadio de Alqueva, vai efectivamente contribuir para o desenvolvimento da cidade. Pensem nisto porque o nosso Presidente tem toda a razão, quem estiver contra é acima de tudo um anti-bejense.
De Anónimo a 27 de Fevereiro de 2010 às 22:37
Se chegarem a construir o VIVACI
Se houver tantos interessados nos espaços como no Aeroporto Internacional de S. Brissos

Entreguem a exploração aos novos alentejanos que, coitados, não têm condições para venderem a roupinha de contrafacção ...

E o pessoal de Beja tá lá caído a ajudar os ditos e a queixarem-se dos comerciantes "tradicionais" esses malandros exploradores das pessoas.

Enfim ... Beja tem o que merece.

De Anónimo a 28 de Fevereiro de 2010 às 12:04
" é necessário contextualizar" o inventor desta expressão devia ser galardoado com um prémio, tão importante tem sido a sua invenção para ajudar alguns a livrarem-se do que disseram dizendo que não disseram. Vide o nosso ex-deputado Marco Perestrelo.
De LUIS a 1 de Março de 2010 às 09:55
O futuro do comércio tradicional passa por adquirir lojas estrategicamente localizadas na GUIA ou em ALMADA...
De António Andrade a 1 de Março de 2010 às 11:50
Desconhece de certo, v/Exc, o princípio da livre concorrência?
O desenvolvimento da cidade não se pode hipotecar sob o pretexto dos pequenos comerciantes. Há que tentar é que todos façam parte do desenvolvimento económico.
De J.Silva a 1 de Março de 2010 às 21:44
Sr. Andrade com todo o respeito pela posição que manifestou, mas isso não invalida que eu afirme que no raciocínio que fez está a partir de pressupostos errados, porque o princípio da livre concorrência, na prática, não se aplica a estes casos. Senão vejamos: 1- Estão em causa situações muito divergentes face às relações com o mercado, em que os grandes grupos económicos dispõem de uma capacidade de intervenção completamente distinta, utilizando meios muito desiguais, se compararmos com os meios que dispõem os pequenos comerciantes. Há efectivamente uma diferença de escala que torna a livre concorrência uma falácia.
2- Estes grupos estão ligados a engenharias financeiras de nível nacional e mesmo internacional, com capacidade para impor condições aos próprios fornecedores/produtores e o negócio fundamental apoia-se na gestão de oportunidades associadas à venda de espaços comerciais ou de exposição para efectuarem as transacções, na maior parte dos casos, são os próprios fornecedores que assumem os riscos. Situação bem patente nos prazos de pagamento e nas devoluções que efectuam. Enquanto que os comerciantes tradicionais, o seu principal negócio é assumir por inteiro o acto da transacção ou venda, assumindo os riscos daí decorrentes.
3- Para além do poder económico de que dispõem o comércio de grande escala, têm influências políticas que transcende o poder efectivo, não só dos pequenos comerciantes, em termos individuais, mas também das organizações representativas dos interesses desses pequenos comerciantes. Lembre-se que há cerca de uns anos, houve um centro comercial em Lisboa que teve honras de inauguração do Presidente da República de então, bem como do Presidente da Câmara, inclusivamente sem que o empreendimento estivesse devidamente licenciado, ou seja, a licença foi passada depois. Isto é impensável acontecer com estabelecimentos cooperativos ou de pequenos comerciantes. Este facto revela influência política decorrente da dimensão económica.
4- Mas esta influência também é alargada a outros âmbitos, como por exemplo o da regulamentação. Esta está preparada para normalizar os produtos manufacturados à escala industrial e não artesanal, com impactos na produção, mas igualmente na comercialização, em termos de várias exigências. E não está comprovado que essas normativas defendem melhor a saúde pública. Aliás, por toda a Europa começa a surgir sobre estas matérias reservas fundamentadas já tecnicamente.
5- Outro grande equívoco respeita à empregabilidade. Para isso, basta referir que a produtividade, por força da dimensão, é superior nas grandes superfícies e nas concentrações de estabelecimentos, logo o impacto que gera na criação de emprego é menor do que na sua destruição , claro em termos de saldo global.
6- Para finalizar, é importante dizer que esta problemática é também uma questão de modelo económico, este foi o modelo seguido genericamente pelos países do sul, com a França a dar o exemplo, o países do norte protegem mais o tecido urbano assente no pequeno comércio. Estamos perante, quer num caso, quer noutro, a influenciar a livre concorrência, porque as regras, normas e outros requisitos de licenciamento condicionam de facto a livre concorrência.

Tendo em conta o que se disse, o pequeno comércio reflecte um modelo económico com maiores raízes locais provocando efeitos mais consistentes no tecido económico e social a nível local. O comércio de escala, pode satisfazer melhor a oferta, mas em contrapartida tem um menor efeito nas economias locais, quer em termos de emprego, quer ao nível do incentivo à produção local, quer no plano da riqueza que é gerada resultante deste modo de comercialização, porque os dividendos não são normalmente investidos na região.
De Anónimo a 1 de Março de 2010 às 12:30
Este Andrade está cada vez melhor, volto a estar de acordo com ele.
Feche-se o comércio tradicional e vai tudo para o Vivaci , não podemos parar o desenvolvimento.
Força Andrade dá-lhe duro

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